Quer mudar de carreira? Conheça a especialista no tema



O desejo de mudar de carreira é comum e atinge muitos profissionais. Essa vontade pode estar relacionada à insatisfação com a área de atuação atual, mercado de trabalho saturado ou desejo de alçar novos desafios. Acompanhe neste artigo dicas valiosas sobre o assunto.

Quer mudar de carreira? Conheça a especialista no tema
Lourdes Monteiro, que também está a caminho da sua terceira mudança de profissão, decidiu investir numa velha paixão pela psicologia e adquirir uma formação enquanto coach, há 5 anos.

Agora que sente que finalmente encontrou a sua verdadeira vocação, quer ajudar os outros a fazer o mesmo. Monteiro apresenta-se como especialista em Career Redesign e dá dicas valiosas baseadas em seu livro Quero, Posso e Mudo de Carreira (Oficina do LIvro), que escreveu com Alexandra Quadros.

Dicas valiosas para quem deseja mudar de carreira
Segundo a especialista, o primeiro passo para mudar de carreira é valorizar a frustração e angústia que está a sentir. Não ignore, não assobie para o lado e não se contente com uma carreira que não o faz sentir realmente realizado.

Em seguida, em vez de correr para os familiares e amigos em busca de conselhos, procure criar espaço na sua vida para refletir e encontrar as suas próprias respostas.




A seguir, três dicas que vão te orientar quanto a sua mudança de carreira:

Utilize as ferramentas certas para moldar o seu raciocínio
O primeiro passo é tentar analisar o problema de modo objetivo. Comece por refletir sobre as suas características e as suas competências (quais as suas qualidades, defeitos e tudo aquilo que aprendeu a fazer ao longo da sua vida). Depois disso, faça uma lista dos seus interesses, o que é que gosta de fazer, de aprender e por que temas se interessa. Por último, mas não menos importante, considere o contexto em que está inserido (de que é que o mercado precisa?) .

Segundo a autora, cruzar estes três parâmetros é fundamental. “O sucesso não depende só de nós, depende também do contexto, mas também não pode depender só do contexto. É por considerarem apenas o contexto que existem tantos portugueses infelizes com o seu trabalho”, acredita.

Compreenda o problema
Este processo dá a possibilidade de encontrar respostas para duas perguntas importantes. A primeira é: em que situação me encontro agora e porque é que não me sinto feliz no meu trabalho? É simples, se for bom no que faz e até tiver interesse, mas se não conseguir ter sustentabilidade financeira, é porque o contexto não é favorável e, nesse caso, não tem uma carreira, mas um hobby.

Se for um profissional competente e até estiver a ganhar bem, mas já não sentir interesse por aquilo que faz, está frustrado com o rumo da sua vida profissional. Caso tenha interesse e o mercado até seja favorável para a profissão em que trabalha, mas não tiver competências suficientes, então está infeliz porque se sente inseguro.

Analise as respostas obtidas
A segunda pergunta é: como me posso sentir profissionalmente realizado e em que área devo investir? Existem várias carreiras nas quais todos estes campos se cruzam e onde se poderá sentir realmente realizado. Contudo, isso implicará investir no autoconhecimento e numa análise do contexto no qual está inserido.

Antes de decidir mudar de carreira, confronte os pressupostos que criou sobre o emprego onde está. Pense se realmente precisa investir numa área diferente ou se a verdadeira razão para a sua infelicidade está relacionado a um problema de relacionamento com um colega ou a chefia.

Dificuldades na relação com os outros são muitas vezes contornáveis, sem que isso implique começar do zero numa nova profissão. Segundo a sua experiência em career couching, Lourdes Monteiro afirma que, em 80% dos casos, as pessoas chegam à conclusão de que aquilo que precisam não é de uma mudança de carreira, mas de alterar alguns aspecto ou resolver outro tipo de problemas no seu ambiente de trabalho.

No entanto, se chegar à conclusão que precisa mesmo de uma mudança drástica, considere várias possibilidades de carreiras alternativas. “Um caminho único pressupõe que ou resulta ou falha por completo e portanto a pressão interna é maior. Então, criam-se várias opções e isso ajuda as pessoas a lidar com a falha, porque, se uma opção falha, há outras à nossa espera que podem ser testadas e experimentadas”.

Segundo a especialista, este tipo de questão surge geralmente entre pessoas já com alguma experiência de trabalho, com mais responsabilidades, encargos e, consequentemente, menor receptividade à mudança. Contudo, desengane-se se pensa que já é muito tarde para colocar este tipo de questões relativamente ao percurso que escolheu porque “esta ferramenta será útil para o resto da sua vida”.

“Gerir uma carreira é uma maratona e um exercício continuo para a realização”, conclui.

Fonte: Visão

 




 

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